Produtos Verdes enganosos? Fique atento e saiba realmente se o produto que você compra é SUSTENTÁVEL DE verdade

Fiquei feliz ao ler essa matéria do Blog Idéias Verdes  sobre os "Sete Pecados da Propaganda Verde Enganosa", isso porque todos os produtos da loja são VERDES de verdade. Uma confirmação de que estou trabalhando no caminho e de mãos dadas com marcas e fabricantes certos!

Mas nem sempre é assim, tem muita empresa usando dessa "onda" para faturar $$ de forma desleal em cima de consumidores bem intencionados. Fazem uso da palavra verde e natural, sustentável para agregar valor ao seu produto mas é so fachada, por isso é bom entender um pouco do assunto e consumir de empresas que realmente levam a SUSTENTABILIDADE  á sério!

E para quem quiser conferir a matéria:

Os sete pecados da propaganda “verde” enganosa

Lydia Cintra 8 de agosto de 2011
Em: Blog Idéias Verdes

Na semana passada começaram a valer as novas regras do Conar para apelos relacionados à sustentabilidade nas propagandas. A ideia é evitar o greenwashing (ou “maquiagem verde”) e alertar o consumidor para possíveis enganos na hora de escolher o que comprar.
Hoje o Ideias Verdes retoma o assunto e mostra algumas formas para reconhecer o que é verdade e o que é mentira nos produtos “verdes”.

Como não se deixar enganar
A verdade é que a fabricação de qualquer produto deixa rastros no meio ambiente. O importante é saber como o fabricante utiliza os recursos naturais (buscar formas menos agressivas é um diferencial) e como são as condições de trabalho de quem participa do processo de fabricação dos produtos – do começo ao fim (por exemplo: quando um produto tem, em alguma parte da sua cadeia de produção, condições de trabalho análogas à escrava, é contraditório que se autointitule “sustentável”).

Portanto, não se deixar levar por promessas milagrosas de “zero” impacto é o primeiro passo. Outra coisa é exigir que o produto que você está escolhendo na prateleira do supermercado seja claro. De nada adianta um selo na embalagem, se não há meios de entender o que ele quer dizer.
Segundo o Dossiê Verde do site Ideia Sustentável, a tendência “verde” traz muitos oportunidades para o mercado. O problema é quando as empresas não têm “critérios claros a respaldar suas pretensões ambientais” e utilizam “símbolos e apelos visuais que podem induzir o consumidor a conclusões erradas sobre o produto ou serviço que deseja comprar.”
O relatório The Sins of Greenwashing, da consultoria TerraChoice Environmental Inc., classifica o greenwashing em sete pecados. Segundo o estudo de 2010, em um ano o número de produtos que se dizem verdes subiu 73%. Veja como reconhecer um pecador:
1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
Rótulo destaca uma qualidade “verde” do produto e esconde outras características que podem representar uma perda ambiental maior. Ou seja, ao pesar na balança, o malefício não-anunciado é maior que o benefício anunciado.
Pergunte-se: o apelo ecológico está se referindo a apenas uma questão ambiental restrita?

2. Pecado da Falta de Prova
Faltam dados que provem que o produto é correto ambientalmente e as informações não são acessíveis (nem no local de compra, nem na internet). Por exemplo: eletrodomésticos que dizem ser eficientes, porém não têm certificação confiável. Se um produto diz que é uma coisa, deve comprovar.
Pergunte-se: o apelo fornece mais informações sobre sua proveniência?

3. Pecado da Incerteza
Quando o consumidor não entende a informação passada e confunde significados. Alguns exemplos estão nas expressões “natural” (arsênio, urânio e mercúrio são naturais, mas venenosos) e “amigo do meio ambiente ou ecologicamente correto” (pedem uma explicação complementar – afinal, ecologicamente correto, por si só, não quer dizer muita coisa). Segundo a pesquisa, é o pecado mais comum entre os produtos brasileiros – representa 46% de todos cometidos por aqui.
Pergunte-se: o apelo ambiental é autoexplicativo? Se não, apresenta alguma explicação sobre seu significado?

4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
O produto transmite a impressão errada quando parece que tem um selo confiável e  não tem – tipo desenhos de uma arvorezinha ou de um planeta fofo que estão ali só para “encher linguiça” e podem confundir o consumidor.

Pergunte-se: o certificado apresentado pelo produto é realmente endossado por terceiros?

5. Pecado da Irrelevância
Quando é dado destaque para informações que não são importantes ou úteis na busca do consumidor. Ou seja, o rótulo distrai e pode fazer com que a pessoa deixe de procurar opções melhores. Um exemplo citado no estudo é quando uma embalagem traz a mensagem “não contém CFC” como se fosse um diferencial (a substância foi banida por lei há anos).
Pergunte-se: poderiam todos os produtos desta categoria apresentar o mesmo apelo?

6. Pecado do “Menos Pior”
O benefício ambiental do produto pode até ser verdadeiro, mas esconde o impacto da sua indústria como um todo. Por exemplo, pesticidas que se apresentam como ecologicamente corretos. No Brasil, a pesquisa não encontrou produtos que comentem este pecado – e no resto do mundo a incidência também foi pequena.
Pergunte-se: o apelo tenta fazer o consumidor se sentir mais “verde” em relação à categoria de um produto que tem seu benefício ambiental questionado?

7. Pecado da Mentira
Como o nome diz, a informação passada é falsa. O segmento de cosméticos e higiene pessoal foi o que mais apresentou apelos mentirosos no estudo. Brasil e Canadá foram os mais pecadores nesse quesito.
Pergunte-se: quando checo o apelo feito, ele é verdadeiro?


A escolha é sua
No
site do Conar, é possível denunciar um anúncio ou empresa (o formulário está na parte inferior página inicial). Além disso:
- Questione-se sobre os produtos que você compra;
- Pesquise. Na dúvida, busque outras opções de marca;
- Use a internet para polemizar, debater, perguntar, expor dúvidas e compartilhar informações com outros consumidores.

Enfim, faça a sua parte como consumidor para que o verde não seja só “fachada”.
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