Produtos do seu dia a dia contém ingredientes cangerígenos

Matéria por: Mariana Montenegro in Greenvana Stile.



Segundo matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o formaldeído, base do formol, está presente em esmaltes para unhas, perfumes e produtos para alisamento de cabelos. Esta mesma substância também pode ser encontrada em materiais de construção, como tintas, solventes, fibras sintéticas, plásticos e placas de madeira - todos muito utilizados na maioria dos edifícios. A boa notícia é que já existem opções livres dessas substâncias, mas o consumidor muitas vezes não exige por ignorar tal perigo. É o caso dos esmaltes da Revlon, por exemplo, que são livres de formaldeído, tolueno e ftalato – estes últimos dois, também substâncias controversas.
Segundo matéria divulgada no Jornal Correio Braziliense, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe há uma década o uso de formaldeído na composição de alisantes de cabelo no Brasil. É permitido o uso cosmético do produto como conservante, com limite máximo de 0,2%. Como agente endurecedor de unhas, o limite é de 5%. A exposição prolongada pode causar câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça.
Menos conhecidos mas não menos prejudiciais são os outros dois componentes. O estireno, também chamado de benzina de vinil, pode ser encontrado na composição de copos de plástico, tintas, papéis e fibras de vidro utilizadas em piscinas, orelhões e peças de veículos. Já o ácido aristolóquico está presente em plantas usadas em fórmulas contra artrite, também sendo utilizado em medicamentos para perda de peso e na medicina chinesa. Pode causar câncer do trato urinário e insuficiência renal.
Os consumidores têm que ficar em alerta e tentar evitar o uso de produtos que contenham estes químicos. Mas pessoas que mantêm contato direto com essas substâncias, como funcionários de salões de beleza, funcionários de indústrias que trabalham principalmente com plástico e trabalhadores de construções civis, devem tomar cuidado muito maior, pois o risco de contrair a doença é grande. Alguns efeitos como dores de cabeça, vômito e ataques de asma, diagnosticados em funcionários de salões expostos ao formaldeído, foram apontados pelo relatório como os principais sintomas.
Após a comprovação do risco e divulgação dos dados do relatório, toda a indústria de construção e design entrou em alerta. Programas como o Green Guard, nos Estados Unidos, tornaram muito mais fácil encontrar produtos seguros para serem utilizados nas construções, evitando assim a exposição ao formaldeído em nossas casas e locais públicos. E o Brasil, quando vai acordar para isso?
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