Stella McCartney para as massas

Stella McCartney é um case. Ainda na faculdade, a Central Saint Martins College of Art and Design, provocou alvoroço com seu desfile de formatura, que contava com tops como Kate Moss e Naomi Campbell. Logo em seguida, foi para a Chloé, substituir ninguém menos do que Karl Lagerfeld. O sucesso foi tão grande que logo a maison francesa ficou pequena para ela... Sob o guarda-chuva do grupo Gucci, abriu então, em 2001, a marca que leva o seu nome. Virou uma espécie de mãe do minimalismo versão 2.0, mentora de designers como Phoebe Philo e defensora da moda ecologicamente correta.


Depois de tudo isso - e de mais quatro filhos! -, ela lança neste mês uma coleção em parceria com a C&A, com venda exclusiva no Brasil. Élio Silva, diretor de marketing da rede, avisa que vai disponibilizar um cadastramento via internet para as interessadas em comprar as criações da designer antes mesmo da abertura das lojas no dia 22 de março. A seguir, a entrevista que Stella concedeu à ELLE.


Você lançou, no ano passado, uma coleção infantil e agora fechou uma parceria com a C&A. Pretende continuar expandindo sua marca? Sempre disse que não queria ser uma marca imensa, mas, conforme o tempo vai passando, caminhamos para algo maior. Gostaria de continuar colocando tijolo por tijolo, até construir um prédio forte, dedicado às mulheres que realmente amam a marca.


Por que você escolheu a C&A para se associar e decidiu fazer roupas exclusivas para as mulheres brasileiras? O Brasil é um mercado crescente para nós e eu estou muito animada em aumentar a presença da marca aí por meio da parceria com a C&A. Sempre tive interesse no país e na moda brasileira.


Você é reconhecida pela preocupação ambiental. Como foi a escolha das matérias-primas da coleção? Sempre me pergunto se é possível fazer roupas de forma sustentável. Mas acima de tudo sou uma designer. Na coleção para a C&A, fizemos uma camiseta de algodão orgânico e usei alguns elementos reciclados em outras peças.


Que tipos de roupa vamos ver nas araras das lojas da C&A? Para essa coleção, recriei algumas peças (28 no total) que têm a assinatura da Stella McCartney. São highlights das minhas coleções, adaptados à silhueta das brasileiras e ao preço final do produto.


O que você acha do fast fashion? É uma oportunidade de os designers terem acesso a um setor diferente do mercado e uma chance para a consumidora comprar uma versão da marca.


Essa é uma matéria do Planeta Sustentável: www.planetasustentavel.abril.com.br
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